Protestos nos EUA terão vigilância federal com tecnologias avançadas, apontam ativistas
Manifestantes do protesto “No Kings” contra o governo Trump, previstos para ocorrer em 2.600 locais nos 50 Estados americanos neste sábado, podem ser alvo de vigilância federal com uso de tecnologias como reconhecimento facial e invasão de telefones, alertam defensores das liberdades civis.
Vigilância em manifestações e seu impacto
Segundo especialistas em segurança e privacidade, o grau e o tipo de monitoramento dependerão da localidade e das forças policiais presentes. Por exemplo, em Washington, D.C., onde foram instaladas cercas ao redor da Casa Branca, a vigilância tende a ser mais intensa do que em cidades menores. O Departamento de Segurança Interna (DHS) e a agência de imigração ICE possuem um arsenal tecnológico que inclui drones MQ-9 Predator usados anteriormente em protestos, ferramentas para hacking de celulares, reconhecimento facial e monitoramento de redes sociais. Essas práticas já eram comuns em administrações anteriores, mas ganham maior dimensão sob o governo Trump.
Implicações futuras e posição governamental
Ativistas alertam que essa escalada na vigilância representa uma ameaça à liberdade de expressão e à democracia americana, intensificando a necessidade de protestos em massa. Por sua vez, o DHS afirma que suas ações respeitam a legislação vigente e protegem a ordem pública, destacando que a Primeira Emenda garante o direito ao protesto pacífico, mas não a tumultos. A postura do governo indica manutenção do uso de tecnologias avançadas para monitorar e conter manifestações contrárias à atual administração.



