Turbi, empresa emergente de locação de carros por hora, avança rumo a um IPO

3 Min Read

Turbi capta R$ 156 milhões para expandir operação e planejar IPO

A startup brasileira Turbi, especializada em aluguel de carros por hora, lançou uma emissão de notas locais de R$ 156 milhões, com participação majoritária do Itaú Unibanco, para financiar sua expansão no mercado nacional e preparar uma eventual oferta pública inicial (IPO).

Com sede em São Paulo, a empresa registrou crescimento expressivo nos últimos dois anos na capital paulista. No segundo trimestre, a receita aumentou 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a frota cresceu 64%, alcançando 5.800 veículos. Com os recursos captados, a Turbi projeta ampliar sua frota para cerca de 7.000 veículos.

O Itaú, maior banco do país, foi o principal ancorador da operação, que também contou com a participação da japonesa Credit Saison. A Turbi se diferencia do modelo tradicional de locação por diária oferecido por concorrentes como Localiza, Movida e Unidas, ao oferecer flexibilidade por hora. A empresa foca em consolidar sua presença em São Paulo e regiões próximas, ao mesmo tempo em que planeja expansão para outras capitais brasileiras.

Em um cenário de custo elevado do crédito no Brasil, com a taxa Selic em 15%, a captação junto a grandes bancos coloca a Turbi em uma posição vantajosa para obter financiamentos com custos menores. O diretor financeiro da empresa, Mario Liao, destacou que a operação abrirá portas para acessar mercados internacionais de crédito no futuro.

O diretor de relações com investidores, Eduardo Portelada, afirmou que a parceria com o Itaú pode facilitar novas alianças financeiras e reforçou que a empresa está preparando o terreno para um possível IPO, mesmo sem uma data definida. Segundo ele, a Turbi já negocia novas rodadas de investimento com outras instituições.

Atualmente, a relação entre dívida líquida e EBITDA da startup está entre cinco e seis vezes, um índice considerado alto pela empresa. Para reduzir esse nível de alavancagem, a Turbi negocia a venda de uma participação acionária, conforme explicado pelo CEO Daniel Prado, que prevê diminuir essa relação para cerca de cinco vezes no próximo trimestre.

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *