Redata torna data centers no Brasil tão eficientes e competitivos quanto os dos EUA para a Oracle.

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Redata deve aumentar competitividade do Brasil no mercado global de data centers, afirma Oracle

O regime especial de estímulo à indústria de data centers no Brasil, conhecido como Redata, promete elevar a competitividade do país a níveis semelhantes aos dos Estados Unidos, onde estão sediadas as principais empresas de nuvem globais. Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil, avalia que o programa cria uma nova geografia para expansão global da companhia a partir do Brasil.

Prevista para ser aprovada em até três meses, a Medida Provisória que institui o Redata concede isenção de tributos federais sobre equipamentos de tecnologia utilizados na infraestrutura de data centers, reduzindo a alíquota efetiva de 52% para cerca de 18%, segundo a Anatel. Entre os equipamentos beneficiados estão as GPUs, peças essenciais e de alto custo para o desenvolvimento da infraestrutura.

Maioral destaca que a aprovação do regime deverá eliminar um peso tributário que hoje ultrapassa 50%, colocando o Brasil em condições competitivas equivalentes a regiões como Phoenix, no Arizona, onde a Oracle mantém um dos seus data centers nos EUA. Além da isenção federal, estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul estudam redução do ICMS para o setor, ampliando os estímulos fiscais.

"Com a aprovação do Redata, temos margens competitivas em qualquer região do mundo, o que torna o Brasil um mercado viável para investimentos significativos e para atender clientes globais", afirmou Maioral. Ele complementa que a medida pode superar até as projeções governamentais de atrair R$ 2 trilhões em investimentos para a próxima década.

Recentemente, a Oracle anunciou a abertura de dois novos data centers no Brasil, em São Paulo e Vinhedo, destinados a suportar sua plataforma corporativa NetSuit. O investimento já estava planejado independentemente do Redata, mas agora ganha ainda mais relevância diante da expectativa de redução fiscal e maior competitividade.

Além de impulsionar o setor de data centers, o programa também facilita operações relacionadas ao desenvolvimento de inteligência artificial, com a viabilidade de enviar e utilizar GPUs no país, o que antes era inviável devido aos custos tributários.

O governo estadual de São Paulo, por exemplo, já sinalizou intenção de zerar o ICMS para empresas de tecnologia, enquanto outros estados da Federação também avançam em propostas semelhantes, reforçando a atratividade do Brasil como polo tecnológico.

A Oracle permanece em diálogo com a área técnica do governo para definição das últimas contrapartidas e detalhes operacionais do Redata, visando garantir que o regime cumpra seu potencial de transformar o Brasil em um hub competitivo para infraestrutura de nuvem e tecnologia no cenário global.

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