Trump desembarca no Egito para cúpula sobre paz duradoura em Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou nesta segunda-feira ao resort de Sharm El-Sheikh, no Egito, para participar de uma cúpula com líderes mundiais visando consolidar o acordo de cessar-fogo em Gaza e transformar a trégua em uma paz duradoura na região.
Negociações e avanços no cessar-fogo
Trump desembarcou após discurso em Israel, onde foi celebrado pelo acordo que garantiu a trégua no fim de semana e a libertação dos 20 reféns vivos ainda mantidos em Gaza, assim como a soltura de cerca de 2.000 palestinos presos em Israel. O presidente ressaltou o papel estratégico do Egito no processo, destacando o respeito do Hamas ao país e a importância da fase seguinte da negociação para a estabilização e reconstrução da região, referindo-se à “fase dois” do plano de paz.
Reunião de líderes e desafios pela frente
Na cúpula no Mar Vermelho, além de Trump, participaram o presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, o emir do Catar Sheikh Tamim bin Hamad al Thani, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer. A agenda inclui discussões sobre o futuro de Gaza, o possível desarmamento do Hamas, a participação do grupo na governança do território e o envio de forças de paz para a região devastada após dois anos de conflito.
Impacto e perspectivas
O acordo tem gerado otimismo, mas também ceticismo quanto à sua durabilidade. Em Jerusalém, Trump afirmou confiança na manutenção da trégua e apelou para que israelenses e palestinos aproveitem esse momento para buscar a paz e prosperidade no Oriente Médio. Contudo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Hamas ainda não cumpriu todas as obrigações, como a entrega dos restos mortais dos reféns mortos, indicando possibilidade de tensão caso haja descumprimentos.
Desde o início da guerra, iniciada por ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou em 1.200 mortos e 250 sequestrados em Israel, quase 2,2 milhões de habitantes de Gaza enfrentam graves impactos humanitários. Autoridades de saúde em Gaza registram mais de 67 mil mortes, enquanto Israel contabiliza cerca de 470 soldados mortos no conflito.
A sequência das negociações e a implementação efetiva do cessar-fogo serão determinantes para a estabilidade política e econômica da região, com desdobramentos potenciais para os mercados globais, sobretudo em setores ligados à energia, defesa e segurança internacional.



