Madagascar enfrenta crise política com protestos e ruptura militar
O presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, anuncia pronunciamento após perder apoio de unidade militar durante onda de protestos contra corrupção e pobreza.
Crise e protestos intensificam-se em Madagascar
Desde 25 de setembro, Madagascar enfrenta manifestações iniciadas pela escassez de água e energia, que rapidamente evoluíram para protestos contra a má governança, corrupção e precariedade dos serviços públicos. A Geração Z lidera os atos, reunindo milhares nas ruas de Antananarivo, capital do país. Confrontos com forças de segurança já deixaram pelo menos 22 mortos, segundo a ONU.
Ruptura militar agrava instabilidade
A situação política se agravou após a Capsat, unidade militar de elite que apoiou Rajoelina em 2009, declarar apoio aos manifestantes e assumir o comando das Forças Armadas, nomeando um novo chefe do Exército. O presidente, que não aparece em público desde a semana passada, enfrenta rumores sobre seu paradeiro, embora sua equipe confirme que ele permanece na capital.
Impacto político e consequências no governo
O presidente do Senado, alvo de críticas durante os protestos, foi afastado do cargo, com Jean André Ndremanjary assumindo temporariamente a liderança. Em meio à ausência de Rajoelina, o líder do Senado deve assumir a presidência até a realização de novas eleições, configurando um cenário de incerteza institucional no país insular.
Perspectivas e implicações futuras
Os protestos representam o maior desafio ao governo de Rajoelina desde sua reeleição em 2023, refletindo movimentos semelhantes ocorridos recentemente em países como Marrocos, Nepal e Quênia, onde jovens denunciam desigualdade e corrupção. O descontentamento social pode intensificar a instabilidade política e afetar a confiança dos investidores no mercado regional, impactando setores econômicos locais e a política econômica do país.



