Países e organizações aumentam ajuda a Gaza em meio à expectativa pelo fim do conflito

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Cessar-fogo em Gaza avança com aumento da ajuda humanitária e expectativa de libertação de reféns

Os preparativos para auxiliar a população da Faixa de Gaza foram intensificados neste domingo (13), após acordo de cessar-fogo que pode marcar o fim de dois anos de conflito devastador. O fluxo de ajuda humanitária deve subir para cerca de 600 caminhões diários, segundo o órgão israelense Cogat responsável pela operação.

Aumento da ajuda humanitária e situação em Gaza

O Egito se comprometeu a enviar 400 caminhões com suprimentos médicos, alimentos, combustível, cobertores e tendas para Gaza. Todos os carregamentos passarão por inspeção das forças israelenses na passagem de Kerem Shalom antes de entrar no território. Nas últimas semanas, apenas 20% da ajuda necessária foi entregue, devido a combates, fechamento das fronteiras e restrições impostas por Israel, o que causou uma crise alimentar na região.

As Nações Unidas afirmam ter cerca de 170 mil toneladas de alimentos e medicamentos prontas para serem enviadas assim que houver autorização. Enquanto isso, estruturas da Fundação Humanitária de Gaza, organização apoiada por Israel e EUA que substituiu a ONU no fornecimento de alimentos em maio, foram desmontadas em cidades como Rafah e Khan Younis. A fundação enfrentou incidentes violentos, deixando centenas de palestinos mortos durante tentativas de acesso à ajuda.

Liberação de reféns e movimentações diplomáticas

As autoridades israelenses informaram que preparam a libertação dos reféns israelenses mantidos em Gaza, prevista para começar na segunda-feira. Dos 48 reféns, cerca de 20 ainda estariam vivos. O também previsto é a libertação de aproximadamente 2 mil prisioneiros palestinos detidos em Israel, incluindo 250 condenados à prisão perpétua e 1.700 presos desde o início da guerra. Gaza se prepara para o retorno desses palestinos, muitos necessitando de tratamento médico urgente.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que mediou o cessar-fogo, deve visitar Israel e Egito na segunda-feira, onde participará de uma cúpula de paz com líderes regionais e internacionais.

Impactos e perspectivas para o mercado

O acordo de cessar-fogo e a intensificação da ajuda humanitária têm o potencial de reduzir tensões geopolíticas na região, o que pode influenciar positivamente mercados globais, diminuindo a volatilidade especialmente no petróleo e em ativos considerados de risco, como dólares e criptomoedas. No Brasil e em outras economias emergentes, o cenário de estabilidade geopolítica contribui para um ambiente de menor risco nos mercados financeiros.

Entretanto, o destino a médio e longo prazo da governança em Gaza e do Hamas permanece incerto. Também persiste o risco de novas escaladas, o que deve manter o mercado atento a eventuais desdobramentos políticos e militares na região.

Dois anos de conflito com alto custo humano

O conflito começou em 7 de outubro de 2023 com um ataque surpresa do Hamas, causando cerca de 1.200 mortos e dezenas de reféns israelenses. A resposta de Israel resultou em mais de 67 mil mortes em Gaza, segundo dados locais, e no deslocamento de cerca de 90% dos 2 milhões de habitantes da faixa. O impacto humanitário e econômico da guerra segue elevado, com recuperação e reconstrução demandando esforços internacionais significativos.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, indicou ainda planos para iniciar a destruição da rede de túneis do Hamas em Gaza, sob supervisão internacional liderada pelos EUA, após a libertação dos reféns, deixando claro que o cessar-fogo é apenas o começo de um processo complexo para estabilizar a região.

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