Com 36 anos, ela é uma talentosa especialista em tecnologia e lidera uma startup desejada por Mark Zuckerberg

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Mira Murati lança startup de IA com investimento recorde de US$ 2 bilhões

Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, celebrou recente marco com o lançamento do primeiro produto de sua startup, a Thinking Machines Lab. Diferente do ChatGPT, o Tinker é uma ferramenta destinada a facilitar o ajuste fino de modelos de inteligência artificial para pesquisadores e desenvolvedores, eliminando a necessidade de infraestrutura computacional complexa.

A Thinking Machines Lab iniciou suas operações com um aporte inicial recorde de US$ 2 bilhões e uma avaliação que alcança US$ 12 bilhões. Fundada por Murati em fevereiro de 2025, a empresa já conta com cerca de 30 profissionais experientes, incluindo ex-integrantes importantes da OpenAI, Google, Meta, Mistral e Character AI.

De engenheira mecânica a líder em IA

Nascida em 1988, na Albânia, Murati migrou para o Canadá ainda jovem graças a uma bolsa do United World Colleges. Com formação dupla em Artes em Matemática e Engenharia Mecânica, acumulou experiência em grandes companhias como Goldman Sachs, Tesla e Leap Motion antes de ingressar na OpenAI em 2018.

Na OpenAI, Murati escalou rapidamente, tornando-se diretora de tecnologia em 2022. Sob sua liderança, a empresa desenvolveu tecnologias fundamentais como ChatGPT, DALL-E e Codex, que redefiniram a interação com a inteligência artificial. Em 2023, momentaneamente, assumiu o cargo de CEO interina durante uma crise na direção da organização.

Resistência a ofertas bilionárias

A startup de Murati enfrentou forte pressão de mercado, especialmente da Meta, cujo CEO Mark Zuckerberg tentou atrair colaboradores da Thinking Machines com pacotes que chegavam a US$ 1,5 bilhão. A campanha de recrutamento agressiva não teve sucesso, evidenciando a fidelidade da equipe e a confiança na missão da empresa de democratizar o acesso à IA avançada.

Visão e futuro da inteligência artificial

O foco do Tinker e da Thinking Machines Lab é democratizar o acesso a modelos sofisticados de IA, facilitando seu uso e personalização. A empresa viabiliza o ajuste fino de modelos como Llama (Meta) e Qwen (Alibaba) com poucas linhas de código, simplificando o treinamento e evitando investimentos elevados em infraestrutura.

A startup planeja ainda compartilhar descobertas científicas para ampliar o conhecimento e acelerar o avanço tecnológico da IA em toda a comunidade.

Mira Murati reforça a importância do desenvolvimento responsável da inteligência artificial, destacando a necessidade de regulamentação e colaboração entre entidades públicas, privadas e sociedade civil para que a tecnologia beneficie a todos de maneira equitativa e segura.

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