Trump diz que Hamas recua em pontos-chave e expressa otimismo sobre paz em Gaza

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Trump afirma avanço nas negociações de paz entre Hamas e Israel e projeta acordo em breve

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou nesta segunda-feira (6) que o Hamas está cedendo em pontos “muito importantes” nas negociações indiretas mediadas no Egito para um acordo de paz com Israel na Faixa de Gaza.

Negociações e pontos-chave do acordo

Sob mediação dos EUA, Catar e Egito, representantes de Israel e do Hamas deram início às conversas para implementar o plano de paz de 20 pontos apresentado por Trump. Um dos focos é a troca de reféns israelenses mantidos pelo Hamas por prisioneiros palestinos, além da retirada gradual das tropas israelenses de Gaza. Estima-se que cerca de 20 reféns ainda estejam vivos em Gaza. Pelo acordo, Israel liberaria 250 prisioneiros palestinos com penas perpétuas e 1.700 detidos durante o conflito, assim como os restos mortais de civis, conforme anunciado pelas autoridades americanas.

O presidente norte-americano ressaltou que ainda estabeleceu limites quanto às condições, como o desarmamento do Hamas, e se mantém confiante na finalização do acordo. “Acho que vamos chegar a um acordo, embora eles estejam tentando há anos”, afirmou Trump. A Casa Branca confirmou que conversas técnicas estão em andamento envolvendo todas as partes.

Impactos e tensões políticas

O avanço nas negociações ocorre em meio a pressão internacional e doméstica para o fim da guerra marcada por dois anos de combates brutais. Em Israel, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu tenta manejar divergências internas, especialmente com membros da coalizão de extrema direita que se opõem ao acordo e ameaçam romper o governo caso ele avance com concessões.

No lado palestino, o Hamas enfrenta resistência interna, especialmente em relação ao desarmamento e à retirada israelense, pontos que têm sido históricamente contestados. A proposta prevê uma retirada parcial das forças israelenses, ainda que o Hamas possa tentar renegociar os termos.

Perspectivas futuras

Embora o plano de libertação dos reféns indique um prazo inicial de 72 horas após o acordo para que a troca ocorra, especialistas apontam dificuldades logísticas para cumprir esse cronograma. Analistas também destacam que o sucesso das negociações depende do alinhamento completo sobre quais prisioneiros palestinos serão liberados e das garantias de cessar-fogo duradouro.

Enquanto o exército israelense mantém operações concentradas na defesa e reduz bombardeios, os combates em Gaza continuam pontualmente, com situações de risco para equipes de resgate.

Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a existência da estrutura do plano traz nova esperança para o fim do conflito, embora o confronto ainda não esteja oficialmente encerrado.

O governo americano segue empenhado em acelerar as negociações, sem definir prazos definitivos, com a expectativa de que o acordo possa criar condições para uma paz duradoura na região.

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