Equador cancela licença ambiental para projeto de mineração de ouro da canadense DPM

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Equador revoga licença ambiental de projeto de mineração da canadense DPM Metals

O governo do Equador revogou a licença ambiental da mineradora canadense DPM Metals para o projeto de ouro Loma Larga, localizado na província de Azuay, em área ambientalmente sensível. A decisão do Ministério do Meio Ambiente e Energia atende a preocupações locais sobre riscos à reserva de água de Quimsacocha e à saúde das comunidades.

Licença ambiental cancelada por riscos à reserva hídrica

A revogação da licença ambiental ocorre após intensa oposição de moradores e autoridades locais, que alertaram para o impacto do empreendimento na reserva de água de Quimsacocha, área de mais de 3.200 hectares, essencial para o abastecimento da região e que abriga o ecossistema andino páramo. Relatórios técnicos indicaram potenciais riscos aos sistemas de água potável em Cuenca e Azuay, base para a decisão governamental assinada pelo Ministério do Meio Ambiente e Energia.

Impactos no mercado e perspectivas futuras

O projeto Loma Larga, adquirido pela DPM Metals em 2021, tinha previsão de investimentos de US$ 419 milhões para produzir cerca de 200 mil onças de ouro por ano nos primeiros anos de operação. A suspensão definitiva do projeto adiciona incertezas ao setor de mineração no Equador, país que conta atualmente com apenas duas mineradoras em operação, devido a frequentes embates legais e oposição local a novas atividades.

Em agosto, o governo já havia suspendido temporariamente as operações até a apresentação de um plano de gestão ambiental, decisão que antecedeu a revogação da licença. Apesar do potencial mineral significativo no país, as recentes decisões administrativas indicam maior rigor ambiental e sensibilidade aos impactos sociais locais, aumentando os desafios para futuros projetos mineradores.

O episódio reforça a prioridade do governo equatoriano na defesa dos recursos naturais e da saúde pública, alinhado ao princípio da precaução. Para os investidores, o caso sinaliza a necessidade de avaliação criteriosa dos riscos socioambientais em projetos de mineração no país, especialmente em áreas ecologicamente sensíveis.

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