Queda nos preços das ações da Hybe e SM Entertainment marca semana difícil para o K-Pop
Os preços das ações de dois dos maiores conglomerados do K-Pop, Hybe e SM Entertainment, sofreram efetivas perdas na última semana. Em um cenário em que a maioria das ações do setor musical experimentou pequenas oscilações, as gigantes do entretenimento viram suas avaliações caírem acentuadamente.
Na semana encerrada em 26 de setembro, as ações da Hybe despencaram 7,5%, atingindo 268.500 KRW (cerca de US$ 190,53). Este movimento ocorreu em meio a uma queda mensal de aproximadamente 9%. O fundador e CEO da empresa, Bang Si-hyuk, enfrenta uma investigação ligada a litígios de valores mobiliários. Além disso, em um movimento estratégico, a Hybe vendeu sua participação na YG Plus, da YG Entertainment, reportando uma transação de 4,8 milhões de ações, que totalizou cerca de 38,22 bilhões de KRW (US$ 27 milhões).
Embora a Hybe ainda mantenha uma participação de 10,2% na YG através da subsidiária Hybe Weverse, a venda visa consolidar suas finanças. Apesar da recuperação do lucro operacional no segundo trimestre, os dados revelam que o fluxo de caixa operacional da Hybe é o mais baixo desde o início da pandemia de Covid-19. No final de 2024, a empresa revelou um total de 412 bilhões de KRW (aproximadamente US$ 292 milhões) em caixa.
Por outro lado, a SM Entertainment teve um desempenho ainda mais preocupante, com uma queda de 13,9%, estabelecendo o preço de suas ações em 131.700 KRW (cerca de US$ 93,46). Esta desvalorização se seguiu a uma mediação judicial que não resolveu uma notável disputa contratual envolvendo três membros do grupo EXO, que alegaram sobrecarga na distribuição musical.
Apesar dessas turbulências, ambas as empresas continuam a figurar entre os melhores desempenhos do setor musical em 2025. Até o momento, as ações da SM Entertainment registraram um aumento de 81,4%, enquanto a Hybe viu um crescimento de 33,6% no mesmo período.
O Índice Global de Música da Billboard (BGMI) também enfrentou adversidades, caindo 2,1% para 3.034,75, após uma série de três semanas de valorização, reduzindo seu ganho anual para 40,8%. Nesta semana, apenas duas ações do setor obtiveram ganhos, enquanto 16 apresentaram desvalorizações.
Os mercados globais mostraram uma performance mista, com os investidores avaliando os riscos relacionados a um possível desligamento do governo nos Estados Unidos. O Nasdaq Composite recuou 0,7% e o S&P 500 caiu 0,3%, interrompendo uma sequência de altas. Em contrapartida, o FTSE 100 do Reino Unido subiu 0,7%.
Recentemente, o Universal Music Group foi um dos poucos a se destacar, com uma alta de 2%, enquanto a Madison Square Garden Entertainment também fechou a semana com um leve crescimento de 0,3%.
Por fim, empresas de streaming de música, como a Tencent Music e a LiveOne, foram algumas das maiores perdedoras, enquanto o iHeartMedia apresentou um declínio de 10,6%. A semana mostra, portanto, um panorama desafiador para o setor musical, impulsionando a necessidade de estratégias adaptativas por parte das principais empresas envolvidas.



