Acusação de Terrorismo contra Rapper do Kneecap É Desconsiderada em Tribunal
Na última sexta-feira, 26 de setembro, o rapper Liam Óg Ó Hannaidh, conhecido artisticamente como Mo Chara, obteve uma vitória legal ao ter a acusação de terrorismo contra ele rejeitada pelo Woolwich Crown Court.
Ó Hannaidh foi acusado de apoiar o Hezbollah, uma organização considerada terrorista pelo governo do Reino Unido. No entanto, o juiz encarregado do caso anulou a acusação devido a um erro técnico na apresentação das informações pela polícia metropolitana de Londres. Desde junho, o rapper mantinha liberdade incondicional enquanto a situação era analisada.
Contexto da Acusação
As acusações surgiram após um incidente registrado durante um concerto no Fórum de Londres, em novembro de 2024, onde Ó Hannaidh foi filmado exibindo uma bandeira do Hezbollah. Ele foi formalmente acusado em maio do ano seguinte. A defesa questionou a validade da acusação, argumentando que o procedimento não respeitou o prazo legal de seis meses.
Ó Hannaidh sempre negou qualquer irregularidade e afirmou que as acusações tinham motivações políticas, vinculando-as ao apoio da banda ao povo palestino.
Decisão Judicial
O magistrado-chefe Paul Goldspring, responsável pela decisão, declarou que “os procedimentos contra o réu foram instituídos ilegalmente e são nulos”. Após a conclusão do julgamento, o juiz liberou Ó Hannaidh, afirmando que a decisão não era uma declaração sobre sua culpabilidade, mas sim sobre um erro procedural.
Após o veredicto, o gerente do Kneecap, Daniel Lambert, comentou nas redes sociais que a banda havia vencido e que Ó Hannaidh era "um homem livre". Ele reafirmou a posição do grupo em relação ao contexto político da acusação.
Associação à Música e Impacto
O Kneecap, trio de hip-hop da Irlanda do Norte, lançou em 2024 o álbum Belas Artes, que recebeu aclamação crítica e foi indicado ao Oscar, além de ganhar um prêmio BAFTA. Em abril de 2025, durante sua apresentação no Coachella, a banda fez declarações contundentes sobre a situação palestina, o que gerou controvérsia e pedidos de remoção por parte de figuras da indústria, incluindo Sharon Osbourne.
Apesar das tensões políticas, o trio segue realizando shows, incluindo um destaque na Wembley Arena em setembro. No entanto, a banda enfrentou cancelamentos e proibições em vários países devido às críticas em relação às suas mensagens políticas.



