BlackRock gera US$ 260 milhões com ETFs de criptomoedas e estabelece modelo para o mercado tradicional
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de criptomoedas da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, vêm gerando receitas significativas, totalizando US$ 260 milhões anuais. Desse montante, US$ 218 milhões provêm dos ETFs de Bitcoin (BTC) e US$ 42 milhões dos produtos relacionados ao Ether (ETH).
Esse desempenho consolida as ETFs da BlackRock como um modelo de referência para outras instituições financeiras tradicionais interessadas em explorar o mercado regulado de criptomoedas. Segundo Leon Waidmann, chefe de pesquisa da Onchain Foundation, a rentabilidade desses produtos demonstra que o mercado de criptoativos deixou de ser uma mera experimentação para se tornar um centro lucrativo robusto.
“O maior gestor de ativos do mundo provou que o setor cripto é uma fonte séria de lucro — um negócio de um quarto de bilhão de dólares construído praticamente do zero em pouco tempo,” afirmou Waidmann, destacando que muitas fintechs demoram uma década para alcançar resultados semelhantes.
A entrada nesses ETFs é vista como uma porta de acesso ao universo cripto comparável ao início da Amazon, que começou vendendo livros antes de expandir sua atuação. O crescimento das ETFs da BlackRock pode incentivar outras grandes instituições e fundos de pensão tradicionais a lançarem produtos regulados de criptoativos.
BlackRock aproxima-se de US$ 85 bilhões em ativos sob gestão
A BlackRock está próxima de atingir a marca de US$ 85 bilhões em ativos sob gestão em seus fundos de Bitcoin, representando 57,5% do mercado de ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos. Esse crescimento notável ocorreu menos de dois anos após o lançamento desses fundos, em janeiro de 2024.
Em comparação, o segundo maior ETF spot de Bitcoin nos EUA, da Fidelity, detém US$ 22,8 bilhões, o equivalente a 15,4% do mercado.
Com esse desempenho, o ETF spot de Bitcoin da BlackRock figura como o 22º maior fundo do mundo em termos de ativos, incluindo tanto cripto quanto ETFs tradicionais, subindo do 31º lugar registrado no início do ano.
Perspectivas e impacto institucional
Analistas indicam que a entrada constante de recursos via ETFs e tesourarias corporativas pode prolongar o ciclo atual do mercado de criptomoedas, mesmo além dos tradicionais ciclos de mercado vinculados ao halving do Bitcoin, que ocorrem a cada quatro anos.
A possível inclusão de criptomoedas em planos de aposentadoria 401(k) nos EUA também é apontada como um potencial motor de valorização, com projeções que indicam que o preço do Bitcoin poderia alcançar até US$ 200 mil até o final deste ano.
Para Ryan Lee, analista-chefe da exchange Bitget, os influxos massivos nos ETFs de BTC e ETH, aliados a um ambiente macroeconômico favorável, sustentam uma estratégia de “comprar na queda”, reforçando uma base otimista para ativos de risco.
Esses movimentos reforçam a entrada institucional no mercado de criptomoedas, marcando um novo capítulo na consolidação do setor na economia global.



