Afiliadas de redes de TV nos EUA boicotam o retorno do talk show de Jimmy Kimmel

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ABC sofre boicote de afiliadas importantes ao suspender programa “Jimmy Kimmel Live!”

O programa “Jimmy Kimmel Live!” retorna à emissora ABC nesta terça-feira (23), mas cerca de um quarto das estações afiliadas nos EUA não irão exibir o programa devido a um boicote de grupos locais. A medida ocorre após críticas do apresentador a autoridades governamentais.

Boicote de afiliadas impacta receita publicitária da ABC

Os grupos Nexstar e Sinclair, que controlam grande parte das afiliadas locais da ABC, anunciaram a suspensão indefinida da transmissão do programa, substituindo-o por conteúdo jornalístico. A decisão foi motivada por comentários do apresentador Jimmy Kimmel, que criticou a resposta do governo Trump à morte do ativista conservador Charlie Kirk, gerando reação negativa de autoridades, incluindo o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, que acusou Kimmel de disseminar informações falsas.

O impasse representa um desafio relevante para a ABC e a Disney, dona da emissora, visto que Nexstar e Sinclair correspondem a uma parcela significativa da receita publicitária do programa. A controvérsia afeta também o Disney+, plataforma de streaming da Disney, que enfrenta uma campanha de cancelamento motivada por insatisfações políticas.

Outras afiliadas mantêm exibição do programa

Apesar do boicote, outras grandes afiliadas da ABC, como Gray e Hearst, planejam continuar exibindo o “Jimmy Kimmel Live!” normalmente. Isso indica que a suspensão da atração não tem apoio unânime entre os grupos regionais, refletindo uma divisão entre os parceiros locais da emissora.

Implicações no mercado

O episódio evidencia a crescente influência das disputas políticas sobre conteúdos de mídia e suas repercussões para players do mercado audiovisual. Para investidores, a tensão entre conglomerados e emissoras pode afetar receitas originais de publicidade e exigirá atenção à evolução do cenário, especialmente para empresas com forte presença nos setores de mídia e entretenimento, como a Disney. O impacto mais amplo sobre o mercado financeiro dependerá da escalada ou resolução do conflito, incluindo possíveis desdobramentos na base de assinantes do Disney+.

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