BIT Mining triplicou lucros minerando DOGE e LTC em vez de apenas Bitcoin

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BIT Mining amplia mineração para Dogecoin e Litecoin com maior rentabilidade que Bitcoin

A empresa de mineração de criptomoedas BIT Mining divulgou que sua expansão para minerar as moedas Dogecoin (DOGE) e Litecoin (LTC) tem se mostrado quase três vezes mais lucrativa do que a mineração exclusiva de Bitcoin (BTC). Até 27 de novembro, a companhia havia minerado cerca de 227,9 milhões de DOGE, avaliados em US$ 94,8 milhões, e 84,5 mil LTC, equivalentes a US$ 10,7 milhões. A empresa não especificou quanto dessas moedas foram mantidas em carteira, o que é relevante dado o recente aumento dos preços.

No final de 2023, a BIT Mining registrava a posse de 22,6 BTC, correspondendo a aproximadamente US$ 2,2 milhões. A valorização do DOGE foi influenciada por eventos políticos nos Estados Unidos, como a vitória de Donald Trump nas eleições, e por declarações de Elon Musk sobre a criação de uma agência governamental de eficiência, apelidada de “DOGE”, para assessorar Trump em cortes de gastos públicos.

Segundo o vice-presidente e economista-chefe da BIT Mining, Youwei Yang, a influência de Musk e o cenário regulatório norte-americano têm impactado positivamente a rentabilidade da mineração. No dia 4 de dezembro, as ações da BIT Mining tiveram alta de 10% na Bolsa de Nova York, fechando a US$ 3,26, diante de aumentos entre 3% e 7% observados em outras mineradoras de Bitcoin.

Desde que iniciou a mineração de DOGE e LTC em maio de 2023, a empresa conta com mais de 5.550 máquinas ativas, que também mineram a criptomoeda Bellscoin (BEL). Esse conjunto representa 1,32% do hashrate total das redes envolvidas.

A diversificação para além do Bitcoin já é adotada por outras empresas do setor — por exemplo, a MARA Holdings começou a minerar tokens Kaspa (KAS) em setembro passado, acumulando US$ 16 milhões em mineração até junho de 2024. Por outro lado, mineradoras como CleanSpark e TeraWulf afirmam que continuarão focadas exclusivamente no Bitcoin, devido à sua estabilidade histórica.

Em recente contexto negativo, a BIT Mining admitiu ter pago propinas a autoridades japonesas entre 2017 e 2019, enquanto ainda operava como 500.com na tentativa de obter licença para resort e cassino. A empresa concordou em pagar multas de US$ 10 milhões ao governo dos Estados Unidos para encerrar o caso em novembro deste ano.

Apesar da queda de 37% no valor das ações ao longo de 2024, o movimento da BIT Mining reflete um cenário de busca por maior rentabilidade e adaptação às mudanças regulatórias e de mercado no setor de mineração de criptomoedas.

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