Stephen Miran, novo governador do Federal Reserve, defende cortes agressivos na taxa de juros dos EUA
Menos de uma semana após assumir o cargo, Stephen Miran, governador do Federal Reserve (Fed), afirmou nesta segunda-feira (22) que a taxa básica de juros dos Estados Unidos está excessivamente elevada e defendeu uma redução agressiva. Em discurso no Economic Club de Nova York, ele destacou que recentes mudanças em políticas fiscais, imigração, desregulamentação e a queda dos custos de aluguel criam um ambiente econômico favorável para cortes próximos a 2 pontos percentuais.
Atualmente, a taxa dos fundos federais, que afeta diversas outras taxas no mercado, está entre 4% e 4,25%, mesmo após o corte de 0,25 ponto percentual na semana passada. Miran explicou que esse indicador deveria estar na faixa baixa de 2% para equilibrar a economia.
O governador alertou que manter a política monetária tão restritiva representa riscos ao emprego, podendo resultar em demissões desnecessárias e aumento do desemprego. Ele ressaltou que sua posição diverge da maioria do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que defende uma abordagem mais cautelosa e cortes graduais na taxa de juros.
Miran também afirmou que a inflação está em queda, especialmente no mercado imobiliário, onde a desaceleração dos aluguéis ainda não foi totalmente refletida nos dados oficiais. Além disso, citou fatores desinflacionários como mudanças nas políticas de imigração, redução de regulações e receitas tarifárias.
Nomeado pelo presidente Donald Trump após a renúncia da ex-governadora Adriana Kugler, Miran afirmou estar otimista quanto ao crescimento econômico, apesar de defender cortes mais profundos na taxa de juros. Ele alertou que a atual política monetária restritiva pode prejudicar esse crescimento e causar um hiato de produção desnecessário, caso a taxa não seja ajustada para um patamar mais neutro.



