Milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (21), em um protesto marcante contra a possibilidade de anistia a condenados por envolvimento em tentativas de golpe e contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como “PEC da Blindagem”. A estimativa de público, alcançando 42,4 mil manifestantes, é do Monitor do Debate Político no Meio Digital, ligado à Universidade de São Paulo (USP).
As manifestações, com críticas direcionadas ao Congresso Nacional, reverberaram em 33 cidades, abrangendo todas as capitais do país. Entre as principais reivindicações, destacava-se o pedido de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As mobilizações foram organizadas pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligadas a partidos como PSOL e PT, além de diversos movimentos populares. A presença de sindicatos, grupos estudantis, artistas e movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), reforçou a diversidade de vozes presentes nas ruas. Partidos de esquerda e centro-esquerda também marcaram presença.
Reginaldo Cordeiro de Santos Júnior, professor universitário de Serviço Social, fez questão de participar do ato na Paulista. “Estamos aqui na luta pela democracia contra a PEC da Blindagem e contra todo o retrocesso do que foi conquistado em 1988”, declarou, ressaltando a importância de conscientizar os jovens sobre os direitos garantidos pela Constituição Federal.
Miriam Abramo, professora aposentada, expressou seu temor em relação a um possível retorno da ditadura no Brasil, alertando para o risco de que a PEC da Blindagem possa facilitar esse caminho.
Renato Tambellini, professor de artes marciais, levou sua filha Luiza, de 12 anos, para o protesto, visando ensiná-la sobre a importância da participação popular e da defesa de direitos.
Tamikuã Txih, do povo Pataxó, defendeu a união de todos os povos na luta contra a impunidade, afirmando a necessidade de demonstrar a força popular nas ruas para impedir que o Congresso aprove atrocidades que beneficiem futuros parlamentares.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



