Juiz federal na Flórida rejeita temporariamente ação de US$ 15 bi de Trump contra The New York Times
Um juiz federal da Flórida rejeitou nesta sexta-feira (5) a ação de difamação de US$ 15 bilhões movida pelo ex-presidente Donald Trump contra o jornal The New York Times e a Penguin Random House LLC. A decisão ocorre poucos dias após o processo ser protocolado e destaca falhas formais na petição inicial apresentada pelos advogados de Trump.
Pedido rejeitado por descumprimento de regras processuais
O juiz distrital Steven Merryday considerou que a petição, com 85 páginas, violou as normas do tribunal ao apresentar alegações “repetitivas”, “supérfluas” e “exageradas”, além de desrespeitar a exigência de que as alegações sejam “curtas, claras e diretas”. O magistrado avaliou que mesmo sob interpretação flexível o documento é “claramente inadequado e inaceitável”, incluindo descrições elogiosas e longas do histórico de Trump, bem como linguagem negativa contra o The New York Times.
Apesar da rejeição, Merryday autorizou que uma nova versão da ação seja apresentada em até 30 dias, com limite de 40 páginas, para que o processo siga em tramitação.
Impactos para o mercado
Até o momento, a rejeição formal da petição inicial não teve impacto relevante nos mercados financeiros. A disputa jurídica entre Trump, figura central no cenário político e econômico dos EUA, e veículos de grande influência midiática permanece em evidência, mas não influenciou indicadores como bolsas, dólar, juros ou criptomoedas. O mercado segue atento a desdobramentos políticos que podem afetar o ambiente regulatório e econômico.
Contexto e implicações futuras
O processo questiona alegadas difamações contidas no livro “Lucky Loser” (2024) e em três reportagens do The New York Times publicadas antes da eleição de 2024, que, segundo Trump, fazem parte de um padrão antigo de ataques intencionais contra sua imagem. A ação é parte de uma série de disputas judiciais envolvendo Trump e a imprensa, com processos ativos contra grandes grupos de mídia em busca de indenizações bilionárias.
O juiz destacou que a petição inicial não deve ser usada para extensa exposição de provas ou argumentos políticos, indicando que o caso deverá ser melhor estruturado para seguir adiante.
O prazo concedido para a reestruturação do processo será decisivo para os próximos passos do litígio, que pode continuar influenciando o debate político e midiático nos Estados Unidos nos próximos meses.



