Sistema Único de Saúde (SUS) realizará teste para identificação antecipada do autismo aos 16 meses

3 Min Read

Ministério da Saúde implanta teste de triagem para autismo na atenção primária

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (18) a inclusão do teste de triagem para transtorno do espectro autista (TEA) na rotina da atenção primária à saúde. Profissionais passarão a aplicar o exame em todas as crianças entre 16 e 30 meses como parte da linha de cuidado recém-lançada para o TEA. A medida visa identificar sinais precocemente e iniciar as intervenções antes mesmo do diagnóstico formal.

Segundo a pasta, o diagnóstico e intervenções precoces são fundamentais para promover maior autonomia e desenvolvimento da interação social das crianças. “Para que a gente faça não só o diagnóstico mais precoce possível, mas o cuidado e as intervenções mais precocemente. Não precisa fechar o diagnóstico para começar as ações. Tem um impacto muito grande no desenvolvimento dessas crianças”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Estima-se que 1% da população brasileira seja afetada pelo TEA, com 71% também apresentando outras deficiências, conforme dados do IBGE. Isso reforça a necessidade de ações integradas em todo o Sistema Único de Saúde (SUS). A nova linha de cuidado orienta gestores e profissionais quanto ao funcionamento da rede, desde a atenção básica até os serviços especializados, com foco no rastreio precoce e início imediato da assistência.

O teste de triagem utilizado é o M-Chat, um questionário disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico E-SUS. Os estímulos e terapias recomendados foram atualizados no Guia de Intervenção Precoce, que passará por consulta pública.

Além disso, o Ministério reforça o fortalecimento do Projeto Terapêutico Singular (PTS), que propõe um plano individualizado elaborado por equipes multiprofissionais em conjunto com as famílias. A linha de cuidado também estabelece fluxos claros para encaminhamentos, incluindo a atenção a demandas de saúde mental em centros especializados de reabilitação.

O acolhimento e suporte às famílias são igualmente destacadas na nova diretriz, com ações de orientação parental, grupos de apoio e capacitação dos profissionais da atenção primária para estimular práticas no ambiente domiciliar. O ministério também trabalha para implementar o programa de treinamento de habilidades para cuidadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), voltado a famílias com crianças com TEA ou atraso no desenvolvimento, visando reduzir a sobrecarga familiar e fortalecer vínculos afetivos.

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *