Orçamento de Guerra da Rússia para 2026 Prioriza Gastos Sociais e Defesa em Meio a Desaceleração Econômica
O governo russo prepara um orçamento “de guerra” para 2026, conforme declarado pelo ex-presidente Dmitry Medvedev, ressaltando que os gastos sociais, especialmente o apoio aos veteranos do conflito na Ucrânia, não devem ser cortados para equilibrar as contas públicas. O déficit fiscal deste ano deve superar a previsão inicial de 1,7% do PIB, e o projeto orçamentário será apresentado ao parlamento até 1º de outubro.
Gastos Sociais e Defesa em Destaque
Medvedev, que também lidera o partido Rússia Unida, afirmou que o orçamento jamais será “fácil” e rejeitou o termo “orçamento equilibrado” como um eufemismo diante do cenário atual. Ele destacou que o desenvolvimento econômico do país não pode ser sacrificado em nome do equilíbrio fiscal, sobretudo porque os programas sociais são compromissos eleitorais do partido.
Impactos Econômicos e Setoriais
A economia russa deve desacelerar seu crescimento para cerca de 1,2% em 2025, contra 4,3% previsto para 2024, reflexo do prolongamento da guerra na Ucrânia, que já completa seu quarto ano. O presidente Vladimir Putin expressou sua insatisfação com esta desaceleração recentemente.
No orçamento, os gastos combinados com defesa e segurança nacional alcançarão 17 trilhões de rublos (equivalente a US$ 204 bilhões) em 2025, a maior cifra desde a Guerra Fria. Esses gastos representarão 41% do total das despesas públicas, tornando o setor de defesa o principal motor do crescimento econômico. Tal cenário sugere uma prioridade firme na manutenção e expansão do aparato militar, apesar do contexto de restrições econômicas e pressão internacional.
Perspectivas Futuras
O enfoque em um orçamento considerado de guerra, com ênfase em gastos sociais e militares, indica que a Rússia deve continuar priorizando a estabilidade interna e a capacidade de sustentar o esforço bélico, ao mesmo tempo em que tenta mitigar o impacto da desaceleração econômica. A expectativa de déficit fiscal acima do previsto pode pressionar o mercado financeiro russo, principalmente no que tange a negociações de títulos públicos e possíveis variações no câmbio, embora detalhes específicos sobre esses impactos ainda estejam por ser detalhados.



