Israel intensifica ofensiva na Cidade de Gaza em meio a denúncias de genocídio pela ONU
O Exército de Israel avançou sua operação militar na Cidade de Gaza nesta terça-feira (16), com o objetivo de destruir a infraestrutura militar do Hamas, em uma ofensiva que pode durar meses e ocorre em meio a uma grave crise humanitária. Paralelamente, um relatório da ONU acusa Israel de genocídio na região, aumentando o clima de tensão internacional.
Ofensiva israelense e cenário em Gaza
O governo israelense anunciou que a fase principal da incursão na maior cidade de Gaza teve início, com ataques aéreos e avanços terrestres. Estima-se que cerca de 2 mil combatentes do Hamas ainda estejam na região, usando túneis para operações de guerrilha. Gaza, que abrigava aproximadamente 1 milhão de palestinos antes das hostilidades, já teve 350 mil moradores deslocados.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ressaltou que “Gaza está em chamas” e que o objetivo é garantir o controle total da cidade, que enfrenta um colapso na infraestrutura e uma epidemia de fome.
Impacto geopolítico e repercussão internacional
No mesmo dia da ofensiva, uma comissão independente da ONU divulgou relatório apontando que Israel comete genocídio em Gaza, baseando-se em quatro dos cinco critérios da Convenção para Avaliação de Genocídio. O relatório atribui responsabilidade direta às mais altas autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A acusação da ONU intensifica as pressões políticas e diplomáticas sobre Israel, que rejeita as alegações e acusa o órgão de parcialidade. Por outro lado, familiares de reféns israelenses em Gaza protestaram contra a operação, temendo pela segurança dos cativos.
Possíveis desdobramentos para o mercado
Embora a matéria não aborde diretamente impactos econômicos, o avanço do conflito no Oriente Médio pode influenciar os mercados globais, sobretudo nas áreas de energia, defesa e commodities. Em momentos de escalada bélica, investidores tendem a buscar ativos considerados refúgio, como o dólar e ouro, enquanto bolsas podem apresentar volatilidade. A instabilidade também pode afetar preços do petróleo, dada a importância estratégica da região.
A operação israelense, aliada às tensões diplomáticas geradas pelo relatório da ONU, mantém o cenário de incerteza geopolítica, podendo influenciar decisões de política monetária e perfis de risco no mercado financeiro global.



