COP30 em Belém enfrenta alta nos preços de hotéis e ONU restringe participação de funcionários
A alta nos preços das acomodações para a cúpula climática COP30, marcada para novembro em Belém, levou a ONU a pedir a seus funcionários que reduzam o número de participantes. A medida tenta conter os custos diante da escassez e do aumento dos valores dos hotéis, que preocupa delegações governamentais, especialmente dos países em desenvolvimento.
Altos custos e restrição de participação
Com a demanda por quartos em Belém superando a oferta, os preços dos hotéis dispararam, gerando dificuldades orçamentárias para as delegações que participarão da cúpula climática da ONU. O Brasil tenta ampliar em quase 100% a oferta de leitos, mas o aumento dos preços tem provocado até pedidos para transferir o evento, que foram rejeitados pelas autoridades brasileiras.
Em comunicado oficial, o secretário-executivo do secretariado climático da ONU, Simon Stiell, solicitou aos chefes de agências e sistemas da ONU que revisem e, quando possível, diminuam o tamanho de suas delegações na COP30.
Impacto para países em desenvolvimento e negociações
Os países mais pobres alertam que não têm condições financeiras para arcar com as tarifas atuais de hospedagem, que, segundo uma reunião recente, chegam a ser superiores a US$ 400 a diária para a maioria das delegações. A ONU pediu ao Brasil que subsidiasse hotéis para manter preços em torno de US$ 100 a diária para países mais vulneráveis e entre US$ 400 e US$ 500 para os demais, medida a qual o governo brasileiro informou não poder ampliar, tendo já oferecido quartos limitados a cerca de US$ 200 a noite para os países mais pobres.
Consequências para o mercado e próximos passos
Embora os impactos diretos nos mercados financeiros, cambiais e de juros não sejam detalhados atualmente, a situação evidencia desafios logísticos e orçamentários em grandes eventos globais, potencialmente influenciando percepções sobre gerenciamento e custos do Brasil como anfitrião em um evento de importância internacional.
Representantes das delegações e autoridades da ONU devem se reunir novamente para buscar soluções para a questão das acomodações antes da cúpula, enquanto o Brasil permanece firme em sediar o evento em Belém, sem transferência prevista.



