O Banco Central (BC) indeferiu a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão, que representa a última etapa regulatória para a conclusão da operação, foi comunicada pelo BRB aos investidores nesta quarta-feira (3) através de um fato relevante. O BC ainda não divulgou um pronunciamento oficial sobre o assunto.
Em comunicado, o BRB informou ter solicitado acesso à íntegra da decisão do Banco Central para avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis. A instituição reafirmou que a transação é vista como uma oportunidade estratégica para o banco, seus clientes, o Distrito Federal e o sistema financeiro nacional.
A compra, que estava em análise desde março, envolvia a aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master. A legislação para autorizar o BRB a realizar a compra havia sido sancionada recentemente pelo governador do Distrito Federal, após aprovação na Câmara Legislativa do DF.
Desde o anúncio da intenção de compra, as ações do BRB apresentaram uma valorização de aproximadamente 23% na Bolsa de Valores (B3). A operação, avaliada em R$ 2 bilhões, gerou controvérsia devido à política agressiva de captação de recursos do Banco Master, que oferecia rendimentos elevados.
O mercado financeiro demonstrava desconfiança em relação ao Banco Master, que não publicou o balanço de dezembro do ano passado. Tentativas de emissão de títulos em dólares não foram bem-sucedidas. Além disso, operações do banco com precatórios levantaram questionamentos sobre sua situação financeira.
Recentemente, o BTG Pactual chegou a oferecer R$ 1 para assumir o controle do Banco Master, com o passivo da instituição sendo coberto por recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No entanto, a falta de acordo entre os bancos que financiam o FGC impediu a concretização do negócio.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



